Deficiência mental: que tal conhecer a fundo e desmitificar tudo sobre essa condição? Esse é um daqueles temas que ainda leva a muitas questões que precisam ser esclarecidas para que todos se mantenham bem informados e possam até se engajar. Você sabia que, segundo o IBGE, existem mais de 2 milhões pessoas com deficiência mental no Brasil?

Os números provam que esse grupo é grande e, claro, merece ser reconhecido com todos seus direitos e deveres nos âmbitos de saúde, educação, trabalho, entre todas as atividades realizadas por qualquer pessoa. O problema, como você pode imaginar, é que a falta de informação e o preconceito levam a crenças que não fazem sentido, como se um indivíduo nessa condição não pudesse viver normalmente.

É justamente para que você conheça a fundo o tema que fizemos este artigo. Vamos responder as principais questões e indicar alguns cursos online que podem te auxiliar ainda mais, como o Curso Online Aperfeiçoamento em Deficiência Mental, um curso online sobre deficiência mental do Centro de Estudos e Formação que explana o conteúdo passo a passo e é ótimo para educadores, estudantes e demais interessados. Leia tudo com atenção, siga as dicas e inspire-se.

Deficiência Mental: compreenda definitivamente

O que é deficiência mental?

Segundo o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), deficiência mental é um ''estado de redução notável do funcionamento intelectual inferior à média, associado a limitações pelo menos em dois aspectos do funcionamento adaptativo: comunicação, cuidados pessoais, competências domésticas, habilidades sociais, utilização dos recursos comunitários, autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e trabalho''.

Ou seja, ocorre quando um conjunto de problemas (e nunca um sinal isolado) causa déficit de inteligência de uma pessoa. Este déficit apresenta um coeficiente que deve alcançar o padrão de 70. Quando está abaixo disso, o indivíduo é considerado com essa condição – dividida, ainda em alguns níveis. Vale esclarecer que o diagnóstico de deficiência mental se dá sempre antes dos 18 anos, tratado como um transtorno do desenvolvimento, uma série de alterações que afetam as atividades básicas desenvolvidas por uma pessoa, tanto em casa quanto em qualquer ambiente.

Por meio de muitos testes e exames, a partir dos sinais apresentados pela criança, médicos e psicólogos podem definir o nível de deficiência mental e classificar de acordo com sua ocorrência. Embora muita gente confunda, não é recomendado usar o termo retardo mental para esses casos. O certo, seguindo os padrões de todos os órgãos, entidades e decretos oficiais, é pessoa com deficiência.

Esse e outros termos são descritos com clareza e eficiência em muitos cursos a distância do nosso portal. Além de cursos online em deficiência mental ideais para desbravar essa pauta, há ainda outras opções de cursos EAD essenciais que indicaremos ao final do artigo e, com certeza, te ajudarão bastante a compreender todos os aspectos.

Qual a classificação e os níveis de apoio da deficiência mental?

Como já dissemos, existe uma classificação de acordo com a ocorrência, o tipo e o apoio necessário quando se trata da deficiência mental. A tabela foi desenvolvida segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), considerando o coeficiente de inteligência:

  1. Entre 52 a 67: leve, com idade mental correspondente de 7 a 12 anos;
  2. Entre 36 e 51: moderado, com idade mental correspondente de 2 a 7 anos;
  3. Entre 20 e 35: agudo grave, com idade mental correspondente de 0 a 2 anos;
  4. Menor de 20: profundo, com idade mental correspondente de 0 a 2 anos.

Em complemento a esses fatores, existe a intensidade de apoios necessários para tratar uma pessoa com deficiência mental, sobretudo na infância, quando é feito o diagnóstico. Sendo assim, pode ser:

  1. Intermitente: nesse caso, o apoio acontece apenas quando necessário, geralmente após um evento específico em que o indivíduo precisará de adaptação e ajudas de baixa ou alta intensidade. É como se fosse um auxílio para um momento de crise, por exemplo.
  2. Limitado: o apoio tem tempo limitado, mas não intermitente, ou seja, com uma frequência mais ampla. Pode dispensar um grande número de profissionais para acompanhamento, ao contrário de casos intensivos.
  3. Extenso: caracteriza-se por um apoio regular, seja diário ou semanal, em pelo menos uma ou mais áreas (educação e saúde, por exemplo). Geralmente, tem longo prazo, sem limitação de tempo definido.
  4. Generalizado: são auxílios constantes e intensos em várias áreas, demandando um grande número de profissionais.

Entenda que cada caso é um caso e esses níveis servem justamente para saber qual o melhor acompanhamento e método de trabalho serão aplicados, considerando as áreas que o indivíduo tem mais dificuldade de adaptação e para promoção de uma educação especial que faça com que ele tenha cada vez mais autonomia. Tudo isso demanda o trabalho de uma série de pessoas, tanto entre a família quanto nos mais diversos aspectos sociais em si.

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Como é identificada?

A deficiência mental é identificada após dois eventos que podem ser observados tanto pelos pais quanto por educadores e médicos: o atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (demora e dificuldade para andar, sentar, falar, entre outras ações convencionais), e o bloqueio na aprendizagem (sobretudo na escola e ao seguir normas determinadas).

A partir desses sinais e do comprometimento de mais de uma função inerente a seu desenvolvimento e comportamento, será necessário o trabalho de uma equipe de psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, médicos, fisioterapeutas e demais profissionais para acompanhar a criança e amenizar as consequências dessa condição. Vale lembrar que, o quanto antes é feito o diagnóstico, melhores serão os resultados.

A orientação à família também é essencial. Quanto mais engajados e juntos no trabalho para identificar e estabelecer as condutas necessárias para o tratamento da deficiência mental e o pleno aprendizado da criança por meio da educação especial, tudo acontecerá de modo eficiente, ágil e promissor.

Por isso, vale para todos esses profissionais, bem como assistentes sociais e demais pessoas ligadas ao ramo da saúde e aspectos sociais em si, conhecerem a fundo o tema para que possam fazer uma análise concreta e auxiliarem as pessoas com deficiência mental e seus agregados da melhor forma. Há muitos cursos EAD recomendados para esse objetivo, fique ligado que indicaremos vários ao final do artigo para sua capacitação e aperfeiçoamento.

Há causas e fatores de risco?

A OMS revela que não existe uma causa definida para que a deficiência mental apareça, mas admite que alguns fatores de risco podem contribuir para essa situação. Eles acontecem desde a gestação até a adolescência, devido a uma série de circunstâncias (ambientais, biológicas ou psicológicas). Dessas, podemos dividir em três graus:

  1. Da concepção/gestação ao parto: desnutrição da mãe, falta de assistência médica à gestante, doenças infecciosas (como rubéola ou toxoplasmose), consumo de tóxicos (drogas, remédios, tabagismo e álcool), alterações cromossômicas ou erros inatos do metabolismo.
  2. Do parto ao 30º dia de vida do bebê: traumas de parto, falta ou baixa oxigenação cerebral, prematuridade.
  3. Do 30º dia de vida até a adolescência: desnutrição, infecções (sarampo, por exemplo), intoxicações químicas ou exógenas, infestações causadas por parasitas e acidentes que causam traumas (choques, asfixia, quedas, afogamento, entre outros).

Esses transtornos, em alguns casos, levam a alterações que, com o tempo, começam a ser perceptíveis. Caso não apareçam logo nos primeiros anos de vida, é na escola que se dará com mais latência, principalmente quando a criança se vê obrigada a realizar tarefas estabelecidas e participar de atividades variadas.

É a mesma coisa que deficiência intelectual e doença mental?

Não. Deficiência mental é bem diferente de deficiência intelectual e doença mental, bem como também não deve ser chamada de demência ou retardo mental. É natural que alguns termos causem certa confusão, por isso, é importante esclarecer para evitar equívocos e situações constrangedoras.

Como já abordamos, a deficiência mental é um transtorno que se caracteriza pelas limitações de um conjunto de atividades adaptativas e necessárias que prejudicam o comportamento, relações em geral, desempenho, aprendizado, entre outros. O termo correto é esse e não tem convém chamar de retardo mental, nome em desuso. Sua incidência se dá sempre antes dos 18 anos de idade. Após esse período, ocorre o que é conhecido como demência, considerada uma alteração cognitiva.

Já a doença mental se caracteriza por aspectos que lesam áreas cerebrais ligadas ao humor e o comportamento, e não à inteligência. Embora a pessoa mantenha suas funções essenciais para interação com o meio, possui alterações e anormalidades que comprometem a percepção da realidade. Isso acontece no transtorno bipolar, transtornos obsessivos compulsivos, esquizofrenia, síndrome do pânico, entre outras.

Por fim, a deficiência intelectual se dá por um problema cognitivo que se desenvolve desde os primeiros dias de vida e leva a um retrocesso no desenvolvimento do aprendizado e de tarefas simples do dia a dia. Nesse caso, pode-se incluir o autismo e a síndrome de Down. Para ficar mais claro, conforme esclarece o Movimento Down: ''deficiência intelectual não é o mesmo que deficiência mental. Por isso, não é apropriado usar o termo 'deficiência mental' para se referir às pessoas com síndrome de Down. Deficiência mental é um comprometimento de ordem psicológica''.

Sendo assim, é bom saber que a síndrome de Down é um distúrbio genético identificado no nascimento que causa limitações nas habilidades cognitivas e no aspecto físico. Com um acompanhamento frequente e práticas de educação inclusiva e independência social, porém, a pessoa pode realizar as mesmas tarefas de qualquer outra ao longo de seu crescimento. Sendo assim, o termo deficiência mental é dispensado, já que não tem relação com a síndrome de Down. No Curso Online Desenvolvimento da Pessoa com Síndrome de Down você pode entender melhor tudo sobre a condição e seus principais termos de modo aprofundado.

Além disso, para estudar e compreender outros diversos aspectos, além dos cursos online com certificado sobre deficiência mental que vamos indicar, vale a pena realizar também o Curso Online Deficiência Intelectual, exclusivo do Centro de Estudos e Formação. Entenda os conceitos, o papel da família e da escola, suas peculiaridades e como lidar com pessoas com nessa situação.

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Como educar uma criança com deficiência mental?

Educação inclusiva é fundamental para as crianças com qualquer deficiência, da física à mental, passando por todos os transtornos globais do desenvolvimento, superdotação, entre outras situações similares. Vale lembrar que é direito (e lei) a todos desse grupo participar de uma sala de aula regular e, como complemento, receber métodos e atividades de educação inclusiva – o famoso Atendimento Educacional Especializado.

Nesse aspecto, pode parecer desafiador para muitas escolas e educadores lidarem com crianças com deficiência mental, mas isso acontece mais por falta de recursos e qualificação do que pela condição em si. O próprio manual do Ministério da Educação sobre o assunto reconhece isso.

''O aluno com deficiência mental tem dificuldade de construir conhecimento como os demais e de demonstrar a sua capacidade cognitiva, principalmente nas escolas que mantêm um modelo conservador de ensino e uma gestão autoritária e centralizadora. Essas escolas apenas acentuam a deficiência, aumentam a inibição, reforçam os sintomas existentes e agravam as dificuldades do aluno com deficiência mental'', diz uma parte, que se complementa com uma recomendação:

''Se as escolas não se reorganizarem para atender a todos os alunos, indistintamente, a exclusão generalizada tenderá a aumentar, provocando cada vez mais queixas vazias e maior distanciamento da escola comum dos alunos que supostamente não aprendem. Ao invés de adaptar e individualizar/ diferenciar o ensino para alguns, a escola comum precisa recriar suas práticas, mudar suas concepções, rever seu papel, sempre reconhecendo e valorizando as diferenças'', revela.

Sendo assim, a recomendação para as escolas, quando se refere na alfabetização e desenvolvimento total do aluno com deficiência mental, é livrar-se das velhas metodologias de ensino engessadas e, paralelo a isso, evitar apenas medidas paliativas ou de ''exclusão e individualismo'' da criança que possui uma condição ''diferente'' dos demais. A ideia é pensar em educação inclusiva, libertária e versátil, com atividades diversas que mantenham a autonomia do aluno e estejam na mesma grade curricular para todos.

Pensar na variedade é fundamental e dinamiza o ensino para todos. O problema de muitas instituições e seus profissionais, independente se é pública ou privada, é não abrir mão de métodos, como o próprio manual diz, conservadores e arcaicos. É preciso entender que a flexibilidade e os meios ecléticos são, mais do que nunca, essenciais à educação especial e de inclusão. O ensino híbrido, por exemplo, em que a tecnologia atua em conjunto com a educação, é um exemplo claro dessa ''modernização'', trazendo resultados eficientes em geral.

Por fim, outra indicação do MEC é que ''a avaliação dos alunos com deficiência mental visa ao conhecimento de seus avanços no entendimento dos conteúdos curriculares durante o ano letivo de trabalho, seja ele organizado por série ou ciclos. O mesmo vale para os outros alunos da sua turma, para que não sejam feridos os princípios da inclusão escolar''. Logo, as avaliações e todo o planejamento devem ser feitos pelos gestores e educadores, considerando todos os casos e contando também com a participação da família para que a assimilação do conteúdo seja mais competente, para que a criança estude em casa e esteja sempre apta e incentivada a aprender mais e mais.

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Cursos online para aprender mais sobre deficiência mental

É natural que, após essa abordagem, professores, diretores, pais e profissionais de todos os níveis se sintam um pouco inseguros para saber como usar essas condutas na prática, moldando o conhecimento das pessoas com deficiência mental e ajudando em seu processo de desenvolvimento/aprendizado. Felizmente, temos muitas ferramentas essenciais para ajudar e fazer a diferença. A seguir, conheça alguns cursos online em deficiência mental indispensáveis que te deixarão a par desse tema, pronto para se certificar e usar as melhores abordagem em sala de aula e demais ambientes.

Aperfeiçoamento em Deficiência Mental

Um dos cursos online com certificado ''cinco estrelas'' de nosso portal, o Curso Online Aperfeiçoamento em Deficiência Mental conta com um manual completo e atualizado sobre o tema, para que você aprenda passo a passo todos os conceitos e tenha a percepção exata de como lidar, educar e trabalhar com deficientes mentais em todos os níveis. Entenda a realidade, como é o atendimento e as melhores maneiras de se engajar nesse assunto.

Desenvolvimento de Pessoas com Deficiência Mental - Fundamentos Gerais

Pensar em inclusão, desmitificar aspectos gerais e errôneos e informar com qualidade tudo o que se refere a esse grupo é o objetivo do Curso Online Desenvolvimento de Pessoas com Deficiência Mental - Fundamentos Gerais. Esse é um dos cursos online que vale tanto para estudantes e família quanto para leigos e interessados em se informar e saber tudo que define essa condição.

Sexualidade das Pessoas com Deficiência Mental

Quando se refere a assuntos mais delicados e que necessitam de abordagens mais íntimas e diferenciadas, é comum que muitas pessoas tenham dúvidas e não saibam como agir. É nesse contexto que entra a sexualidade das pessoas com deficiência, pauta que não é discutida amplamente e sempre leva a diversas questões.

É por isso que o Centro de Estudos e Formação conta com o Curso Online Sexualidade das Pessoas com Deficiência Mental, opção de cursos EAD excelente que aborda todo esse tema de forma didática e efetiva. Uma alternativa dessas não pode ficar de fora de seus estudos caso você queira entender a deficiência mental a fundo.

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Educação Especial

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