Dentre os fatores que possam estar associados à ocorrência de complicações na gestação, o estado nutricional da mulher antes e durante a gestação aparece como um dos principais. Assim, a alimentação na gravidez possui relação direta com o desfecho gestacional.

Ao começar o pré-natal, a gestante deve ser avaliada para a identificação de possíveis riscos aos quais ela esteja predisposta a desenvolver, ou já possua, para que sejam feitas intervenções, orientações e controles de maneira adequada.

Estima-se que uma parcela de 20 % das gestações é considerada de “alto risco”. Essa classificação indica que a mulher apresenta alguma complicação preexistente ou desenvolvida na gravidez.

Neste artigo nós traremos para você informações sobre alguns problemas gestacionais mais comuns e que possuem implicações no plano alimentar e no estado nutricional da gestante.

Se desejar conhecer mais a fundo o conteúdo, continue lendo o artigo e veja a importância de o profissional que acompanha a gestante estar atento e preparado com um curso online nutrição na gestação para a probabilidade de um desses eventos ocorrer.

Complicações gestacionais e a alimentação na gravidez

O estado nutricional da gestante pode sofrer interferência de algumas complicações que possam estar presentes na gestação. Assim, listamos para você seis exemplos e as suas respectivas relações com a alimentação na gravidez.

1. Diabetes mellitus gestacional

A diabetes mellitus gestacional refere-se à intolerância à glicose iniciada e diagnosticada durante a gestação e que pode ser revertida após o parto, se tratada corretamente.

Conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, esse é o problema metabólico mais comum em gestantes, chegando a ter uma prevalência que varia de 3 % a 25 % das gestações.

A investigação da doença deve ser realizada em todas as grávidas sem diagnóstico de diabetes antes da gravidez. Ainda no primeiro trimestre de gestação, o rastreamento é feito com a realização da glicemia de jejum, no qual a mulher tem seu nível de açúcar no sangue avaliado após 8 horas sem se alimentar.

Já no segundo trimestre, o rastreamento é realizado a partir do teste oral de tolerância a glicose (TOTG). Nesse exame, a gestante tem o sangue coletado três vezes: uma vez em jejum de 8 horas, uma segunda vez 1 hora após ingerir 75 g de glicose e uma terceira vez 2 horas após essa ingestão.

Estando diagnosticada a diabetes mellitus gestacional, a primeira intervenção a ser realizada é a nutricional através da elaboração de orientações nutricionais que favoreçam o controle da glicemia ao longo dos meses gestacionais restantes.

Algumas das intervenções que devem ser feitas na alimentação para gestante são:

  • Diminuir o consumo de açúcar simples seja ele refinado ou não;

  • Incluir verduras e legumes com baixas concentrações de carboidratos nas refeições principais;

  • Preferir cereais e derivados nas versões integrais ao invés dos refinados;

  • Limitar o consumo de frutas e optar pelas de baixos índices glicêmico.

Após o parto, a maioria das gestantes com essa complicação tem suas glicemias normalizadas já nos primeiros dias de puerpério (período pós-parto).

Foi demonstrado que manter o aleitamento materno por mais de 3 meses após o nascimento da criança está relacionado à diminuição do risco de desenvolver a diabetes mellitus tipo 2.

Para ensinar a como manter uma boa saúde e nutrição na gestação, o Centro de Estudos e Formação oferece o curso nutrição na gestação, no qual você aprenderá como recomendar uma alimentação saudável para gestante a fim de evitar essa e outras complicações.

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2. Hipertensão arterial gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia

A hipertensão gestacional é a elevação na pressão arterial identificada e diagnosticada durante a gestação. Comumente, surge após a vigésima semana de gravidez (segundo trimestre).

Foi observado em gestantes com hipertensão gestacional e seus respectivos filhos que essa complicação de fato influencia na incidência de recém-nascidos de baixo peso.

A pré-eclâmpsia caracteriza-se pelo quadro de pressão arterial elevada e proteinúria (presença de proteínas na urina). Pode surgir um edema (retenção de líquidos) localizado em algum membro do corpo ou generalizado.

Estima-se que as mulheres com histórico de hipertensão crônica possuem 25% a mais de risco de desenvolver pré-eclâmpsia na gestação em comparação com as que não possuem o histórico da doença.

Já a eclâmpsia, por sua vez, caracteriza-se pela evolução da pré-eclâmpsia, na qual a mulher apresenta convulsões generalizadas. Pode ocorrer na gestação, no parto e até os 10 primeiros dias de puerpério.

Quando diagnosticada uma síndrome hipertensiva, a gestante deve ser orientada a dar prioridade ao repouso e às modificações na dieta, de forma a evitar que surjam novas intercorrências decorrentes da alteração da sua pressão arterial.

Em termos dietéticos e nutricionais, várias intervenções se mostram benéficas. São exemplos:

  • Incrementar a alimentação para gestante com alimentos ricos em antioxidantes (vitamina C, betacaroteno e vitamina E);

  • Aumentar a ingestão de carne vermelha, queijos e ovos para elevar a síntese da albumina (responsável pelo equilíbrio hídrico corporal);

  • Reduzir o ganho de peso para diminuir o impacto na pressão arterial.

Em um estudo no qual os pesquisadores analisaram a relação do ganho ponderal com o desfecho gestacional foi observado que o surgimento da hipertensão esteve relacionado a gestantes que iniciaram a gestação com sobrepeso/obesidade.

Nesse contexto, nota-se que os cuidados com a alimentação na gravidez devem ser iniciados antes mesmo da confirmação da gestação. Assim, para quem procura manter-se atualizado para orientar atuais ou futuras gestantes, fazer um dos nossos cursos online é uma boa opção.

alimentação na gravidez

3. Anemia

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera-se anemia na gravidez quando o valor da hemoglobina (proteína cuja principal função é o transporte de oxigênio) está abaixo 11g/dL e o hematócrito (volume ocupado pelas hemácias no volume sanguíneo total) menor que 33%.

A anemia pode ser desencadeada por diversos fatores, como deficiência de folato, vitamina A, vitamina B12, inflamação crônica e doenças parasitárias. Entretanto, a causa mais comum é a deficiência de ferro.

O ferro é um mineral essencial para a formação das nossas células vermelhas e pode ser encontrado nos alimentos de origem animal, na forma de ferro heme, e em alimentos de origem vegetal, na forma de ferro não heme.

Assim, a alimentação para gestante deve contemplar boas fontes desse micronutriente, como:

  • Carnes vermelhas, vísceras (fígado e miúdos), carnes de aves e peixe;

  • Vegetais folhosos verde-escuros, feijões e lentilha.

No caso das fontes de origem vegetal, o consumo deve estar aliado à ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como as frutas cítricas (laranja e limão, por exemplo), pois melhoram a absorção do mineral.

O curso nutrição na gestação oferece a você a possibilidade de conhecer como planejar uma alimentação saudável para a gestante sabendo quais alimentos devem compor o seu plano alimentar de forma que previna deficiências e promova um adequado ganho de peso na gravidez. Além disso, se você está gestante ou tem interesse nessa área, pode utilizar nossos cursos para obter mais conhecimento no assunto;

4. Vômitos, náuseas e hiperêmese gravídica

A maioria das mulheres grávidas tende a sofrer nos três primeiros meses gestacionais com náuseas e vômitos devido às alterações hormonais.  Nesse aspecto, a alimentação na gravidez merece um cuidado especial, já que são sintomas que podem acarretar desidratação e perda de peso.

Em geral, após o primeiro trimestre, esses sintomas desaparecem e a mulher volta a alimentar-se bem. Entretanto, algumas gestantes desenvolvem o que é conhecido como hiperêmese gravídica.

Essa síndrome é marcada por vômitos constantes e severos que podem levar a um quadro de perda severa de líquido corporal, excesso de perda de peso e transtornos metabólicos. Se muito grave, pode resultar em insuficiência neurológica e renal.

A hiperêmese geralmente está associada a gestações múltiplas, aspectos emocionais, pré-eclâmpsia e diabetes. Entretanto, não se deve confundir vômitos que possam ocorrer tardiamente na gravidez com sintomas da síndrome, pois geralmente ela se manifesta no início da gestação.

Nesse contexto, o profissional que a acompanha, seja médico, nutricionista ou cuidador, deve estar capacitado para garantir que a grávida, mesmo com os desconfortos, mantenha-se com uma alimentação adequada e dentro da margem correta de ganho de peso na gravidez. Assim, vê-se a importância de fazer o curso online nutrição na gestação.

5. Constipação intestinal

A constipação intestinal, conhecida popularmente como “prisão de ventre”, é um problema frequente no período gestacional. Para receber o diagnóstico a pessoa precisa apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas em um período de três meses:

  • Menos de três evacuações semanais;

  • Sensação de evacuação incompleta;

  • Dificuldade para evacuar;

  • Fezes endurecidas com o formato de pequenas bolas aglomeradas ou não.

Além das alterações hormonais na gestação que favorecem o aparecimento dessa complicação, o seu desencadeamento é influenciado por fatores como: ingestão de água, fibras e nível de atividade física.

Foi demonstrado que uma em cada quatro grávidas desenvolve constipação intestinal, aparecendo na maioria das vezes já no primeiro trimestre gestacional devido às alterações fisiológicas da gravidez e, caso não sejam tomadas medidas corretivas, se agravam ao longo da gestação.

Uma pesquisa afirma que condições psicológicas particulares parecem predispor o aparecimento dessa complicação, são exemplos: o estresse, a ansiedade e a depressão.

Nesse contexto, as orientações nutricionais devem contemplar instruções que estimulem o consumo de alimentos como farelo de trigo, farelo de aveia, cereais integrais, grãos e frutas com poder laxativo, como a ameixa preta, mamão e kiwi. Em alguns casos é necessário aliar a terapia nutricional com um apoio psicológico concomitante.

6. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico refere-se a uma condição em que o conteúdo ácido do estômago retorna atingindo o esôfago, podendo inflamá-lo e desencadear o aparecimento de esofagite (inflamação da parede do esôfago).

Com o crescimento fetal, principalmente no último trimestre gestacional, a pressão intra-abdominal exercida pela estrutura reprodutiva faz com que o conteúdo gástrico retorne. Assim, é comum a gestante relatar sentir sensações de azia e queimação epigástrica (dor na parte superior do abdome). Outros sintomas de refluxo são: tosse, dor na garganta e regurgitação.

Dessa forma, algumas intervenções na alimentação na gravidez mostram-se eficazes na prevenção ou atenuação desses sintomas. Diminuir a ingestão de alimentos gordurosos, cafeína, alimentos ácidos, condimentos picantes e refrigerantes são alguns exemplos.

Ao retirar esses alimentos da sua alimentação, a mulher promove o fechamento adequado do esfíncter esofagiano superior (estrutura muscular que permite a entrada dos alimentos no estômago) após as refeições, evita dor e irritação e diminui a exposição aos conteúdos gástricos.

Em contrapartida, existem aqueles alimentos cujo consumo melhora a sintomatologia, as amêndoas, o kéfir e o iogurte são alguns deles. Em geral, após a gestação, os sintomas de refluxo gastroesofágico desaparecem e a mulher pode retornar à sua rotina alimentar normal.

Um ponto importante é que as orientações nutricionais passadas devem ressaltar o fracionamento das refeições e a diminuição das porções alimentares como uma estratégia importante para amenizar esses sintomas.

Além do que saber o que comer, conhecer o que evitar na gestação é essencial para que a mulher consiga sentir-se bem ao longo das quarentas semanas gestacionais. Assim, o  curso nutrição na gestação do Centro de Estudos e Formação traz tudo o que você precisa saber nesse aspecto.

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Como fazer um bom planejamento alimentar para a gestante com complicações gestacionais?

Quando trata-se de planejamento alimentar, vários aspectos devem ser analisados para que seja possível elaborar um plano nutricional adequado para cada mulher. Se a gestante apresenta intercorrências, esse planejamento torna-se essencial para que ela se mantenha com um adequado ganho de peso na gravidez e saúde.

Diversas são as situações que podem se tornar uma complicação em uma gestação. Nesse artigo citamos as principais que possuem relação direta com a conduta alimentar adotada na gravidez.

Muitas delas podem ser prevenidas se a gestante adota hábitos alimentares saudáveis. Em alguns casos, quando não é possível evitar, a terapia nutricional entra como ponto crucial para permitir que maiores complicações surjam ao longo do caminho.

Dessa forma, estudar sobre as complicações e como a terapia nutricional pode ser uma aliada no manejo delas é o primeiro passo para fazer um bom planejamento alimentar para a gestante com complicações clínicas.

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