Bullying: um problema grave e recorrente no mundo todo, principalmente no ambiente escolar. Uns dizem que é um sintoma da sociedade moderna, outros que ele existe já há muito tempo, afetando a vida de milhares de crianças e adolescentes. Mas o que de fato é o bullying e como ele pode atrapalhar a rotina desses jovens na escola? De que forma a instituição pode ajudar os alunos envolvidos? Quais são as consequências desse ato?

Essas e outras questões precisam ser respondidas e debatidas para que se consiga diminuir o número assombroso da prática: segundo a ONG Learn Without Fear, 350 milhões de pessoas em fase escolar são vítimas de bullying anualmente no mundo. E vale saber que, por medo e/ou vergonha, muitas vítimas resistem em denunciar o assédio, portanto, os dados devem ser ainda maiores.

Para saber lidar com essas situações e melhorar a convivência entre os alunos nas escolas, os profissionais de educação, bem como psicólogos e os pais devem estar atentos a essa realidade. Hoje em dia há maneiras de aprender conceitos e técnicas para ajudar alunos que vão além das cartilhas oficiais e matérias em revistas. Estamos falando dos cursos online, opções práticas, econômicas e eficientes para qualificação.

Aqui no Centro de Estudos e Formação oferecemos o Curso Online Bullying nas Escolas que trata, como o próprio nome já diz, dessa importante pauta e tudo o que está relacionado a ela. É um material de qualidade elaborado por um setor pedagógico dedicado, com tópicos indispensáveis para estudantes, profissionais e familiares que desejam entender como o bullying nas escolas acontece e por que ele é tão nocivo.

Se você está à procura de informações sérias e precisas sobre esse tema, confira este artigo. Nós vamos explanar o assunto de modo geral, a fim de esclarecer dúvidas pontuais e trazer à tona a importância dessa discussão. Além disso, você verá como os cursos online com certificado podem auxiliar na melhoria do atendimento escolar e na formação desses jovens. Acompanhe.

O que é bullying?

O termo bullying é originário do verbo em inglês to bully, que significa intimidar, oprimir ou amedrontar. Ele é utilizado para caracterizar situações em que uma pessoa agride a outra intencionalmente. Essas agressões podem ser tanto verbais quanto físicas e são feitas frequentemente, a fim de deixar a vítima vulnerável e humilhada. Xingamentos, coações, piadas, fofocas, comentários maldosos a respeito de uma determinada pessoa são considerados bullying quando ocorrem com regularidade, assim como empurrões, tapas, chutes e outros exemplos de violência física.

Vale saber que o bullying pode ocorrer em qualquer ambiente onde há convívio coletivo, porém, a escola é onde mais acontecem casos preocupantes. Quem passa por isso tende a não ter mais vontade de estudar ou ir à escola, se isolar e mudar de comportamento até mesmo em casa. Fatos mais graves também podem acontecer, como o trauma profundo, levando a um estado depressivo crônico e até ao suicídio. Por isso mesmo que alguns governos e organizações não-governamentais tratam o bullying como problema de saúde pública.

De acordo com pesquisa do IBGE sobre a saúde do estudante brasileiro, quase a metade dos alunos entrevistados (46,6%) já sofreu algum tipo de bullying e se sentiu humilhado por colegas da escola. Destes, 7,4% disseram que essa humilhação acontece com frequência e entre os principais motivos estão a aparência ou o fato de serem diferentes em algum aspecto, como a timidez, a gagueira, a língua presa, o uso de óculos ou aparelho nos dentes, etc.

Qualquer pessoa está sujeita a sofrer bullying, pois essa prática não faz distinção de classes. Basta ser alguém que não se encaixa em um determinado grupo. "O bullying, na verdade, existe desde que a escola existe. E é universal: em qualquer escola de qualquer país, desenvolvido ou não, o problema está presente", diz Cléo Fante, consultora educacional e pioneira em estudos brasileiros sobre o bullying à Carta Capital.

Desta forma, enxerga-se urgente a especialização de profissionais de educação em relação ao tema, afinal, uma hora ou outra, o bullying nas escolas brasileiras surgirá e será preciso tomar medidas assertivas. Cursos EAD podem ensinar com excelência sobre o que é o bullying e suas principais teorias. Conhecer o problema é o primeiro passo para qualquer educador, diretor, coordenador, psicopedagogo, etc., para ajudar alunos e orientar pais.

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O que NÃO é bullying?

Todo bullying é uma agressão, mas nem toda agressão é classificada como bullying.

É muito importante desmitificar o conceito de bullying para justamente concentrar as atenções nos casos certos. Discussões ou brigas pontuais entre os estudantes não podem ser consideradas bullying, assim como conflitos entre professor e aluno. Para que seja bullying, a agressão deve acontecer entre pares, ou seja, colegas de classe, por exemplo, e ter certa frequência. 

Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Unicamp, para ser dada como bullying, a violência física ou moral deve apresentar quatro características: a intenção do autor em ferir o alvo; a repetição da agressão; a presença de um público espectador e a concordância do alvo com relação à ofensa. ''Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor'', explica a especialista.

Quais os tipos de bullying?

O bullying nas escolas pode acontecer de forma direta: com agressão moral ou física; ou de forma indireta, com furtos, fofoca, entre outros. Há também o cyberbullying, praticado pela internet e um dos tipos mais recorrentes atualmente por conta do uso de redes sociais por jovens e pela rapidez do compartilhamento de dados.

Muitas vezes o bullying pode começar presencialmente e evoluir para o ambiente virtual, se espalhando com maior facilidade e devastando ainda mais a vida do estudante. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Valência, na Espanha, entre 25% e 29% dos adolescentes sofrem bullying via celular ou internet. E evidentemente isso não acontece só lá fora, não. O Brasil também se encaixa no alerta do ciberbullying.

Um estudo realizado pela Intel Security em 2015 revela que a maioria dos jovens brasileiros já presenciou casos de agressões nas mídias sociais. Cerca de 21% afirmaram que já sofreram bullying pela internet e grande parte das vítimas tem entre 13 e 16 anos. Para você ver que esse é um problema global que, inclusive, é bem mais complicado de combater do que os casos presenciais por seu caráter virtual e solitário - muitas vezes os pais não sabem o que os filhos fazem na web e os agressores não se identificam.

Por essas e outras que é preciso haver uma maior atenção dos responsáveis pelas escolas, já que o problema costuma se iniciar nelas. Profissionais dedicados que queiram se inteirar mais sobre o assunto podem contar com a eficiência de cursos online. Além de nosso excelente curso de bullying, temos o curso online Coordenação e Orientação Escolar, que tem um conteúdo específico para gestores.

Por que o bullying é praticado?

Pais, escolas e a própria sociedade se chocam com os casos de bullying que aparecem nos telejornais ou na internet. No entanto, poucas pessoas sabem o que motiva esses alunos a praticarem esses atos com os colegas. Entre os motivos para o bullying nas escolas estão o desejo de querer ser mais popular, sentir-se poderoso, obter uma boa imagem de si mesmo ou até descontar a raiva e outros sentimentos negativos. Todas essas razões levam uma criança ou adolescente se tornar um autor de repetidas humilhações ou depreciações aos colegas.

Normalmente, são pessoas que não conseguem enxergar o sofrimento do outro e que se satisfazem com a opressão do agredido. Muita gente imagina que elas façam isso por algum distúrbio de personalidade e que eles nunca mudarão. Realmente, muitos autores de bullying podem crescer imaginando que essas atitudes são normais e continuar fazendo isso no âmbito profissional também. Todavia, é importante saber que com a atenção devida, eles podem entender que o que fazem é errado e mudar de atitude a tempo. Isso pode ser feito com a ajuda não só da escola, mas também dos pais e de psicólogos.

No Curso Online Bullying nas Escolas há dois tópicos muito interessantes a respeito da conduta do agressor. Um explana sobre o que pensam os jovens que praticam o bullying e o outro aborda o programa de educação contra o comportamento agressivo nas escolas. São conteúdos que podem elucidar diversas dúvidas sobre como resolver esse problema da melhor forma possível.

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Quais as consequências do bullying?

Outro tópico muito importante a ser estudado em cursos a distância por profissionais e pais é sobre as consequências do bullying. Os alunos que sofrem ofensivas, sobretudo aqueles que não pedem ajuda, enfrentam uma série de dificuldades no período escolar. Geralmente eles sentem medo e vergonha de ir à escola, chegando a reduzir seu desempenho drasticamente e até a abandonar os estudos. Em cursos EAD é possível conhecer mais a fundo todas as sequelas de estudantes que vivenciaram o bullying. Veja abaixo mais algumas: 

  • Resistência a ir à escola;
  • Tendência ao isolamento;
  • Queda no desempenho escolar;
  • Mudança brusca de comportamento;
  • Agressividade;
  • Dor de cabeça, febre e taquicardia momentos antes de sair de casa;
  • Perda de apetite e insônia;
  • Crises de choro na volta da escola;
  • Pensamentos suicidas;
  • Paranoias;
  • Depressão;
  • Transtornos alimentares;
  • Diversos distúrbios de origem psíquica.

Além de promover uma série de problemas na época em que as agressões acontecem, os traumas podem perpetuar até a vida adulta. Em entrevista a Agência Brasil, Rebeca Cavalcanti, hoje aos 24 anos, conta que não esqueceu das hostilidades vivenciadas na escola. “Foi um período muito complexo para mim, e o tipo de bullying que eu sofri foi por causa das minhas características físicas. Hoje em dia em tenho um sério problema por causa da minha aparência”, lembra ela.

É importante saber que assim como a vítima, o agressor também pode se prejudicar em sua jornada escolar, já que passará maior tempo distraído. No futuro, ele pode continuar com condutas não aceitáveis para a sociedade e não conseguir se estabelecer em faculdades, trabalhos e até na própria família. Por isso é imprescindível que haja uma mobilização para intervir e prevenir casos de bullying nas escolas brasileiras, criando projetos antibullying, uma das pautas retratadas no curso de bullying aqui do Centro de Estudos e Formação

Como identificar alvos de bullying na escola?

Os alvos de bullying nas escolas brasileiras e de todo o mundo são facilmente identificáveis. É comum que sejam crianças ou adolescentes com autoestima baixa, tímidos ou retraídos tanto no ambiente escolar quanto em casa. Por apresentarem essas características, se tornam mais vulneráveis e dificilmente conseguem reagir quando são violentados. Assim, tornam-se vítimas constantes e não pedem ajuda.

Como mostrou a recente pesquisa do IBGE falada acima, além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades na aparência fora do padrão estabelecido pela sociedade atual. As agressões também podem abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. "Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, autor do livro "Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil".

Estes dois últimos exemplos, inclusive, ganharam notoriedade recentemente por conta da série da Netflix "13 Reasons Why" (Os 13 Porquês). A produção conta a história de Hanna, uma estudante do ensino médio que passa a ser alvo de bullying de diversas maneiras. Por não suportar toda a dor e não receber ajuda, ela se suicida. Polêmico, o seriado gerou debates acerca de bullying nas escolas, algo necessário entre jovens (público-alvo da série) e a sociedade em geral, e ainda provocou uma alta na procura por ajuda contra o suicídio. Em abril de 2017 foi registrado um aumento de 445% no número de e-mails com pedidos de apoio recebidos pelo Centro de Valorização da Vida (CVV).

Aproveitando-se deste e outros projetos atuais com grande alcance, educadores, pais e psicólogos podem se reunir para ajudar crianças e adolescentes que sofrem bullying nas escolas brasileiras. Séries e filmes que trazem um tema atual abordado de maneira popular podem ser importantes ferramentas de estudo em sala de aula, por exemplo. Uma dica é utilizar os conhecimentos adquiridos em cursos online com certificado e aliá-los a situações do cotidiano para aproximar o assunto dos jovens e evitar situações extremas. Você verá mais sugestões de como ajudar alvos de bullying no próximo tópico.

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Como a escola pode ajudar os alunos afetados?

Primeiramente, a escola deve se conscientizar de que o bullying existe em qualquer instituição de ensino e que ela deve estar preparada para solucionar problemas relacionados. Depois, é necessário expandir o olhar para os diversos tipos de bullying, pois muitas vezes o erro das escolas é acreditar que a violência física é pior do que as agressões verbais. Muitas vezes, uma situação de exclusão ou piada é tão dolorida quanto um puxão de cabelo ou até mais.

A saída então é estar sempre alerta e ter profissionais capacitados para atender os jovens e pais. Em cursos a distância são evidenciados casos de bullying e diversas formas de combatê-los, principalmente utilizando recursos pedagógicos. Se você é do setor de educação, saiba que a maneira mais eficaz de se prevenir o bullying é trazendo a temática para as aulas. Isso tem sido muito utilizado para solucionar casos de bullying nas escolas brasileiras, fazendo valer também a Lei 13.185, que Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, em vigor desde 2015. Entre os parâmetros da lei está a determinação para a escola "capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema".

Com isso, surge a alta necessidade das escolas brasileiras se adequarem para reduzir o bullying, valorizar a diversidade e atender todos os alunos. Um dos fatores que agrava ainda mais o problema é a omissão de professores no ambiente estudantil, portanto, deve-se utilizar instrumentos de conhecimento como os cursos EAD para vetar comportamentos errados dos profissionais de educação. Percebendo a gravidade dessa prática, a intervenção poderá ser muito mais rápida. 

Reconheça algumas atitudes para a manutenção de um ambiente escolar saudável:

  • Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões.
  • Estimular os estudantes a informar os casos.
  • Reconhecer e valorizar as atitudes deles no combate ao problema.
  • Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos.
  • Focar em valores essenciais, como o respeito às diferenças e inclusão.
  • Fortalecer a autoestima dos alunos.
  • Oferecer um ambiente seguro para falar sobre situações diversas.

Não podemos deixar de falar também sobre a inclusão de alunos com deficiência nas escolas e da atenção ao bullying nesses casos, muito recorrente também. O bullying contra esse público costuma acontecer pela falta de informação e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Desta forma, conversar abertamente sobre as diferenças é uma ação que deve fazer parte do cotidiano da escola. Para saber como auxiliar nessas situações você também pode se capacitar em cursos online com certificado, como o Curso Online Atendimento Educacional Especializado oferecido pelo Centro de Estudos e Formação.

Os certificados do Centro de Estudos e Formação podem ser usados para:


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Viu como o tema "bullying" traz à tona uma ampla discussão? Esperamos que o artigo tenha lhe esclarecido as principais dúvidas sobre o assunto. Caso você queira se aprofundar ainda mais, nós sugerimos um aperfeiçoamento no Curso Online Bullying nas Escolas aqui do portal. Este é um de nossos cursos a distância mais procurados pelos inscritos, sendo que até ganhou uma reformulação e agora atende aos alunos com um conteúdo ainda mais exclusivo, com módulos essenciais e materiais online complementares.

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Tem alguma dúvida ou sugestão sobre o tema ou nossos cursos? Faça um comentário abaixo que nós responderemos em breve. Ah, e não deixe de compartilhar este texto para seus amigos. Ajude a disseminar essa pauta e combater de vez o bullying nas escolas. Até uma próxima!